Simplesmente não era para você

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Outro dia, eu estava em workshop sobre empreendedorismo e quando acabou, chamei um uber para ir embora. Não lembro exatamente como o assunto começou, só sei que o motorista do Uber estava me falando sobre decepção com as mulheres. Ele contou que tinha se relacionado com uma menina há pouco mais de um mês e que estava super feliz, mas do nada ela voltou para o ex que já tinha batido nela e a traído. O motorista estava inconformado, desabafou comigo que não conseguia entender como a tal menina o dispensou e voltou para o cara que só fez mal para ela.

Vocês sabem, sinceridade é meu sobrenome! Perguntei para o motorista caso ele entendesse o motivo pela escolha dela, o que mudaria na vida dele, afinal o resultado seria o mesmo, a menina escolheu outro! Ele pensou e não conseguiu me responder nada, foi então que deslanchei o sermão!

A gente não precisa ter motivos para gostar de alguém porque a gente simplesmente gosta! Acredito que quando há necessidade de justificar nosso sentimento é porque ele não é espontâneo.  A gente meio que força a barra para se convencer que gostar de tal pessoa é o certo a se fazer. ” Ele é bonzinho, minha família gosta dele, ele é tão certinho.” Tudo bem, ele é tudo isso, mas e aí você gosta dele?  Não estou defendendo a escolha da tal menina, até porque isso não é problema meu, mas acredito que um sentimento quando verdadeiro é algo natural, sem precisar dar satisfação ao coração.  Seria tão fácil se a gente pudesse escolher por quem se apaixonar, né?! 

Você já ouviu a frase ” aceita que dói menos”? Eu amo este clichê porque ele nos liberta de qualquer situação! Já é difícil entender nossos sentimentos, imagina querer entender os motivos das outras pessoas. Aceitar uma situação não significa que você precise concordar com o ocorrido, mas sim que você tem a liberdade de seguir em frente…

Soltei o verbo para o uber e falei: “Pára de se comparar! Ela escolheu ele e ponto final! Não importa se você é mais bonzinho, mais trabalhador, mais bonito, menos galinha. A escolha foi dela! Simplesmente ela não era para você! Como eu falei anteriormente, a gente não precisa de motivos para se apaixonar por alguém, a gente simplesmente se apaixona! Se um dia ela se arrepender… problema dela!”

Ele me respondeu que concordava comigo, mas que dessa situação, ele não confia em ninguém e por mais que ele queira um relacionamento, não vai conseguir se entregar novamente porque o último “tombo” foi feio. Expliquei para ele que tudo na vida, nós temos 50% de chance de dar certo e 50% de chance de dar errado e se for para apostar em algo, que seja na porcentagem positiva. Nosso passado deve servir como aprendizado, não frustração! Simplesmente não há garantias, a gente tem que se jogar,  e se não der certo… que venha o próximo! Quando a gente se esquiva do sofrimento, automaticamente estaremos nos esquivando da felicidade! 

Beijinhos, Mariana Moura